Rizotomia Dorsal Seletiva

Rizotomia Dorsal Seletiva

A Fisioterapeuta Bárbara acompanha Reabilitação pós Rizotomia Dorsal Seletiva nos EUA e no Brasil. 

Saiba o que é esta técnica e os benefícios que ela pode trazer a seu filho ..

A RDS tem seu principal objetivo a mudança de GMFCS

A Fisioterapeuta Bárbara Soares de Oliveira, brasileira, pioneira em acompanhar o pós operatório de algumas crianças com Paralisia Cerebral, que realizaram a Rizotomia Dorsal Seletiva em 2014 e 2015 no Therapy Service do Saint Louis Hospital Children’s, passando também no pós operatório por procedimentos ortopédicos de alongamento muscular e a Fisioterapia motora habilitando as crianças nos primeiros dias de pós operatório:

Resultados obtidos: diminuição da espasticidade para normo tônus, não caminhar mais na ponta dos pés como antes, obter ganhos motores como andar de andador, muleta e até sozinha. 

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A Rizotomia Dorsal Seletiva  (SDR)

Nos EUA em 1913 foram realizadas as primeiras cirurgias, apontando claramente a redução da espasticidade e uma melhora marcante no andar, no ficar em pé e no sentar, em crianças com Paralisia Cerebral (PC) espástica. Contudo, somente em 1987 os neurocirurgiões pediátricos começaram a empregar a SDR para o tratamento da espasticidade causada pela PC no Saint Louis Children’s Hospital  desenvolvendo uma técnica moderna e menos agressiva, com duração de 4 horas.

Procedimento cirúrgico:  a incisão é feita 1 a 2 polegadas (mais ou menos 5 a 8 cm) ao longo do plano central da parte inferior das costas, logo acima da cintura. Os processos espinhosos e uma pequena porção das lâminas são removidos para expor a medula e os nervos espinhais. O ultra-som e os raios X ajudam a localizar a ponta da medula espinhal onde há uma separação natural dos nervos sensoriais e motores. Coloca-se um protetor de borracha para  separar o nervo motor do sensorial. As raízes dos nervos sensoriais, que serão testadas e cortadas, são colocadas no topo do protetor e os nervos motores, abaixo dele, longe do campo operatório. Depois que os nervos sensoriais são expostos, cada raiz do nervo sensorial é dividido em 4 a 7 feixes, sendo testada com a EMG, que grava os padrões elétricos dos músculos . Os feixes são graduados de 1 (leve) a 4 (severa), dependendo da intensidade da espasticidade. Os que são severamente anormais, são cortados. Esta técnica é repetida para os outros feixes entre os nervos espinhais L2 e S2. A metade das fibras da raiz dorsal do L1 é cortada sem o exame de EMG.  Quando o teste e a secção das raízes são completados, fecha-se a dura mater e usa-se o fentanyl para lavar, diretamente, os nervos sensoriais. As outras camadas de tecidos como o músculo, subcutâneo e fáscia, são suturadas. A pele é fechada com fitas cirúrgicas. Não fica nenhuma sutura para ser removida das costas. 

 Como todo e qualquer procedimento cirúrgico a SDR pode causar algumas complicações como: paralisia das pernas e da bexiga, impotência e perda sensorial. A infecção da ferida operatória e a meningite também são possíveis, mas são, geralmente, controladas com antibiótico. O vazamento do líquido espinhal através da ferida operatória é um outro risco. Mais de 850 pacientes foram submetidos a este procedimento no Saint Louis Children’s Hospital, entretanto, nenhum deles apresentou quaisquer destes problemas. A sensibilidade anormal na pele dos pés e das pernas é relativamente comum depois da SDR, mas geralmente se resolve em 6 semanas. Não há forma de prevenir essas sensações anormais nos pés. Uma mudança transitória no controle da bexiga pode ocorrer, mas isto também se resolve em poucas semanas. Um pequeno número dos nossos pacientes tiveram infecções do trato urinário e pneumonia.

“Para alcançar suas metas e objetivos, basta apenas decidir e mudar, e isso só depende de você”

Dúvidas:

Quais serão os ganhos funcionais de meu filho após a cirurgia?

R: Após o procedimento é necessário muita Fisioterapia para ganho de força muscular, alongamento, prevenção de deformidades, melhora de marcha, equilíbrio e consciência corporal. Há melhoras também nos MMSS, mudanças no comportamento cognitivo, emocional e fala, o médico ortopedista do Saint Louis Children’s Hospital indicou o tratamento intensivo Therasuit após 14 dias do procedimento.

Quem se beneficia com  essa cirurgia?

R: pacientes que possuem o diagnóstico de Paralisia Cerebral Espástica, principalmente GMFCS nível I II III. 

Meu filho se beneficia?

R: acesse o site, http://www.stlouischildrens.org/pt-br/our-services/center-cerebral-palsy-spasticity/about-selective-dorsal-rhizotomy-sdr , entre em contato com a equipe e saiba sobre o caso de seu filho. 

Onde ficar nestas 4 semanas nos EUA?

R: Haven House, acesse: http://www.havenhouse.org.uk/

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Comments (3)

  1. ANA CRISTINA SCARPARI - Responder

    Barbara e Clinica Intensiva…
    A Rizotomia Dorsal Seletiva é uma técnica cirúrgica muito precisa, tem que ser feita com um excelente profissional que possa mostrar o “real” ganho funcional do paciente. Não é usada em larga escala, todavia, as melhoras são evidentes e de grande importância no quadro do paciente.
    Eu só posso agradecer pela sua CONFIANÇA, pela sua GENEROSIDADE em estar lá e poder ver, viver e compartilhar esse procedimento, que com toda a certeza está mudando a vida de minha filha e de outros pacientes que já foram beneficiados.
    Meu sonho como mãe, que essa técnica possa ser melhor estuda em nosso país e divulgada para que outras mães, possam escolher o melhor para seus filhos!!!!!

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